segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Técnicas israelenses para superar a seca

As razões para este artigo tem raízes mais Político-sociais do que Técnicas. Os aspectos técnicos apenas mostram que aquilo que vamos dizer que é a solução do problema pode ser feito.

A exploração política da seca

Dirigimos esta introdução aos brasileiros da "Era Lava-Jato", em que se está mostrando do que os políticos são capazes para se manter no poder.

Durante todos estes anos de República, o povo do semi-árido de nosso país foi explorado eleitoralmente pelos políticos, que fez com que se afirmasse a crença de que a seca é um problema INSOLÚVEL.

E como estes políticos exploram este problema como forma de se manter no poder ? Acompanhe a cadeia deste raciocínio:

  • A água é um fator de desenvolvimento econômico;
  • O desenvolvimento econômico é base para o desenvolvimento cultural;
  • O desenvolvimento cultural é base para o engajamento político;
  • O engajamento político gera a cobrança de medidas para melhora das condições sociais;
  • A melhora das condições sociais traz consigo a exigência de um orçamento mais social do que político, leis mais justas, distribuição de renda e justiça social;

Um dos desejos dos políticos da laia que temos no Brasil é justamente o de que não haja justiça social, para que não existam grupos de pressão para cobrar esta variante da justiça. Seu desejo ´pe o de manter o povo dependente, submisso, ignorante e incapaz de se engajar.

Longe de serem inacessíveis, as técnicas Israelenses chegam ao absolutamente trivial, e fazem parte de um filme, disponível no youtube, denominado "Made in Israel': ÁGUA".

As Técnicas

As técnicas aqui colocadas podem ser vistas no filme citado:

O Orvalho de Deus

Um simples dispositivo de plástico que coleta o orvalho da manhã:

Hardcopy de frame do vídeo "Made in Israel: Água" que está no Youtube

Purificação de águas residuais com Ultravioleta

Israel aproveita 80% de água rejeitada pelo consumo residencial e industrial, purificando-a com Luz Ultravioleta:

Hardcopy de frame do vídeo "Made in Israel: Água" que está no Youtube


Pescando no Deserto

Se você tem água salobra, que tal criar peixes de água salgada, que só aparecem no oceano, dentro de tanques com esta água ? É isto o que Israel faz:

Hardcopy de frame do vídeo "Made in Israel: Água" que está no Youtube
Mas nada é perdido. De tempos em tempos a água dos tanques é bombeada, pelo seguinte motivo:

Hardcopy de frame do vídeo "Made in Israel: Água" que está no Youtube
A água tem um fertilizante natural, que pode ser aplicado nos Olivais e outras culturas do país.

Hidroponia

Em um país com pouca água (20 mm anuais nas partes mais secas), a água deve ser utilizada racionalmente. Então Israel concebeu a irrigação por gotejamento:

Hardcopy de frame do vídeo "Made in Israel: Água" que está no Youtube
Conheça o homem que inventou a técnica para Israel:


Conclusão

Israel utiliza estas técnicas desde que a ONU lhe deu o exíguo espaço de terra na Palestina, com apenas 60 Km de largura.

O Brasil tem 8 milhões de quilômetros quadrados, e uma região Nordeste com 1 558 000 quilômetros quadrados, onde o povo padece de sede, e é explorado, por esta razão, pelos políticos.




























domingo, 18 de janeiro de 2015

Seca em Minas Gerais e São Paulo

Como tudo começou, ninguém sabe. Como poderíamos dominar os múltiplos fatores que influenciam o clima e dizer: "a seca foi causada por ...".

Concreto e asfalto como causa da seca que assola São Paulo e Minas Gerais é um Mito. O fator mais determinante do clima é um dos maiores agentes capazes de acumular e carregar calor: a água. O Oceano Atlântico, capaz de fornecer massa úmida ao nosso continente, está acimade sua temperatura normal na altura dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Mas não é só a temperatura da água do ocano que está maior próximo do Brasil. A pressão barométrica também está muito maior do que o observado para o mês.

A combinação da alta da temperatura da água do oceano com o aumento da pressão atmosférica está impedindo a formação de nebulosidade, e consequentemente de chuva para o Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas. Um oceano com alta pressão provoca correntes de ar que empurram a umidade que possa existir no ar sobre o continente mais para o interior, ao mesmo tempo em que dispersam as nuvens.

Portanto, o oceano está provocando um bloqueio contra a umidade na região citada. Tal fenômeno pode ser comprovado pelas baixas taxas de umidade do ar.

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Fontes:
1 - Climatempo
2 - Oceanografia, correntes oceânicas - Univ.Santa Cecília - Santos SP





segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Irrigação - Soluções egípcias para bombeamento

Observe a figura abaixo:



Para os que ainda tem na mente que os homens de outras eras eram uns tolos, me que somente nós somos detentores da tecnologia, observem esta figura, feita a partir de evidências achadas próximas de onde provavelmente ficavam poços no Egito, e só recentemente divulgadas. Para que o aparelho pudesse ser instalado, era preciso cavar uma vala em local de provável afloramento de água.

Uma corda com várias cabaças de barro presas a ela gira tracionada por uma roda de madeira, ligada por engrenagens também de madeira a outra roda movida por uma junta de bois. A seta * 1 * indica a descendente e a seta * 2 * a ascendente. Os bois estão em * 3 *.

A força exercida pelos bois deve ser igual a pouco menos que a soma das massas de metade das cabaças preenchidas com água,. o que dá uma força considerável.

Dentro dos recursos disponíveis

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Filtros e membranas para Osmose Reversa - Dessalinização

Já falamos sobre Osmose Reversa no post sobre Melbourne.

Vamos falar agora sobre os filtros de osmose reversa e sobre sua constituição.

O filtro

De uma forma simples, este filtro é como qualquer outro:

Adaptação e tradução de imagem em www.perfectlife.com.hk

Este tipo de lógica filtrante é bem comum, presente até nas velas de filtros das residências. Devemos nos ater à tecnologia do meio filtrante, ou seja, das membranas de que se compõem o filtro.

Membranas de filtragem

O segredo da osmose reversa está no tipo de membrana utilizada. Esta membrana não pode ser encarada como um meio de separação somente. Ela possui propriedades físico-químicas de acordo com a sua constituição.

As membranas são sintetizadas a partir de polímeros. Polímeros são compostos de cadeias longas de uma unidade chamada monômero. Os plásticos são polímeros. Mas os polímeros utilizados para as membranas de osmose reversa não são impermeáveis (é claro). Suas cadeias são construídas de tal forma que é possível fazer uma seleção molecular daquilo que deve passar e do que vai ser retido e descartado.

Existem membranas à base de cadeias de celulose, que rejeitam até 99,5 % de sal. A água obtida por esta filtragem pode ser bebida. As obtidas a partir de poliamidas de cadeias aromáticas tem rendimento de 97,5 %, portanto inferior às de celulose.

No entanto, não devemos nos ater somente ao rendimento, mas também ao fenômeno de oclusão das membranas, que diminui o fluxo de entrada, prejudicando a produção.

Mercado em ascensão

O mercado da Osmose Reversa é dominado por umas poucas companhias. Em 1998 ele equivalia a 4 bilhões de dólares. A projeção de crescimento deste mercado era de 8-10 % ao ano. No ano 2000 a venda foi de 750 milhões de dólares, pois o número de companhias no mercado era maior, e a concorrência provocou a queda dos preços. Em outras palavras, mais gente no mercado e os preços caem.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

História do abastecimento de água em Belo Horizonte - II

Tubos para a rede

O relatório do Prefeito Bernardo Pinto Monteiro, relativo ao período compreendido entre setembro de 1899 e setembro de 1900, dá conta, em sua página 23, de uma compra de tubos:


E lembrem que se utilizava os canos de chumbo. A quantidade é pouco menos que a metade dos canos de ferro. Não são utilizados mais tubos de chumbo nas redes de abastecimento, pelo risco que oferecem à saúde.

A disponibilidade de água

Um dos fatores que inclinou os membros constituintes da CCNC (Comissão de Construção da Nova Capital) para a escolha da região em que seria construída a Cidade de Minas (BH) foi a quantidade de mananciais que banham estas nossas paragens. Já nesta época os administradores da cidade reclamavam que o povo esbanjava água. Começou então uma discussão em torno da melhor forma de restringir o consumo exagerado, através de ...

Formas de limitação de consumo e medição

A população, e em geral as pessoas normais, acham que a água cai do céu (Leia mais). No entanto, ao entrarmos no século XX, observamos que a população cresce de forma acelerada, pela maior oferta de conforto e da própria organização das cidades, fim da monarquia, etc.

Dois métodos foram sugeridos com o fim de limitar e medir o consumo:

  • A pena d'água;
  • Hidrômetro;
Reparem que a discussão é bem antiga. Tem mais de cem anos. Em uma coletividade em que os recursos são compartilhados, é preciso administração. Foi assim que impérios como o Egípcio e o Assírio cresceram e se mantiveram durante anos e anos.

O relatório do Prefeito Bernardo Pinto Monteiro, relativo ao período compreendido entre setembro de 1899 e setembro de 1900, dá conta, em sua página 26, das hipóteses para medição e limitação do consumo de água:



A pena d'água

Este era um dispositivo com um diafragma e um orifício que limitava a vazão da água. Ou seja, não havia medição, mas uma diminuição do fluxo, que fazia com que a pessoa consumisse somente o volume que conseguia fluir pelo dispositivo.

O Hidrômetro

O hidrômetro é um dispositivo composto de peças rotativas, engrenagens e redutores que apresenta o consumo em uma escala, por meio de "relógios".


Os primeiros hidrômetros eram inteiramente mecânicos, e utilizavam tecnologia oriunda dos relógios. A leitura era feita na escala inferior. A medida era dada pela diferença da escala em relação à leitura anterior.

Um comentário do relatório, em sua página 27, demonstra a ordem de grandeza dos consumidores na época:


O prefeito estava tranquilo tendo 450 hidrômetros em estoque para colocar nos imóveis que precisavam de medição. Imagine a quantidade que se teria que ter hoje, com nossos 2.800.000 habitantes.

Residências e industrias

As ponderações em torno da medição e da cobrança levaram à uma classificação dos consumidores em Residenciais e Industriais (padarias eram consideradas indústrias). 

A tabela de tarifas por consumo

Em suas páginas 27 e 28, o relatório traz os valores a serem cobrados por consumo:

 

A modalidade de torneira livre significava que o consumidor pagava um valor fixo, e podia consumir o volume de água que quisesse.






Sem Tratamento de Esgoto não temos água

Em plenas luzes do século XXI, existem pessoas que tem ao seu dispor a Televisão a Cabo, Internet, celulares (mais de um segundo pesquisa) e nem sabem que existe uma rede de esgoto (há muitos anos) sob as ruas de sua cidade.

A rede de esgoto de Belo Horizonte tem mais de cem anos de existência, e não é a mesma de sua fundação, pois já funciona sob o princípio de interceptores (coletam o esgoto de suas casas antes que este acabe caindo em um rio ou córrego).

Casas a beira de córregos

Um dos impulsos naturais do ser humano ao estabelecer sua moradia é fazê-la à beira de cursos d'água. No Brasil isto é provado, por exemplo, pelas palafitas à beira do Rio Amazonas. Mas não é só isto. Todas as descargas da moradia destas pessoas são conduzidas para um cano longo, dirigido para o rio.

Então fazemos uma pergunta:

Por que você acha que o ânus do ser humano fica para trás, ao invés de ficar na frente de nosso corpo ?

Parece uma pergunta desrespeitosa, mas o espírito dos blogs é este. A pergunta tem fundamento. Estas pessoas tem tão pouca visão do mal que fazem a si mesmas que nem sequer viram o cano de esgotos das casas para os fundos das mesmas. Por isto fizemos a pergunta.

No corpo, o orifício de saída de dejetos e coisas não aproveitadas pelo corpo vai para os fundos, e não para a frente. Só a urina é descarregada para frente.

Bem, os esgotos destas casas são descarregados no próprio rio de onde elas se aventuram a pescar. Ora, é mais uma ignorância. Os peixes acabam ingerindo as substâncias tóxicas oriundas dos corpos humanos que habitam a beirada do rio. E ao ingerir estes peixes, as pessoas ingerem as toxinas QUE ELAS MESMAS JOGARAM NO RIO. Daí as doenças.

Água recurso escasso e esgoto

De tanto ser consumida, pois a população só aumenta, a água, ao se transformar em esgoto, vai virando esgoto concentrado nos rios e, fora as doenças e o mau cheiro, a água rio abaixo vai ficando contaminada. E, em breve, todo o rio. Percebem que a água pura vai acabando ?

O ditado "água cai do céu" foi feito em tempos em que havia muito pouca gente no planeta. Agora, para beber água nas grandes, ou pequenas cidades que estão rio abaixo destas grandes cidades, dependemos de um TRATAMENTO DO ESGOTO.

Meu caro leitor, você depende do esgoto jogado JÁ TRATADO, nos rios. Beber água direto do rio é um hábito PERIGOSO. Este rio onde você quer beber água recebeu EM ALGUM LUGAR DO SEU CURSO, esgoto, que algum irresponsável jogou de casa, por absoluta ignorância e preguiça.

Conclusão

Nos tempos modernos, a água depende de se tratar dos esgotos, e água não cai mais do céu, pelo menos num rio absolutamente limpo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

História do abastecimento de água em Belo Horizonte - I

Nossa cidade foi fundada no ano de 1897. Foi concebida de forma muito planejada, ideia copiada da concepção da cidade de Washington.

Acompanhar historicamente esta criação ajuda a entender como é feito planejamento desta natureza e, principalmente, para o objetivo deste blog, o problema da água.

Os relatórios dos prefeitos

Para uma visão histórica, é preciso se referir aos documentos históricos. Os documentos desta natureza são os relatórios dos prefeitos de Belo Horizonte, pois sendo os redatores destes a autoridade máxima da cidade, sua confiabilidade é inquestionável.

Estes relatórios, denominados "Mensagem ao Conselho Deliberativo da Cidade de Minas", começaram a ser redigidos a partir de 1900, equivalente ao exercício administrativo que compreende o ano de 1899 até 1900. O primeiro foi publicado em 19 de setembro de 1900.

Uma observação: o título diz "Cidade de Minas", pois o nome Belo Horizonte ainda não tinha sido adotado como o definitivo para a cidade.

O período 1899-1900

Não vamos dizer que a cidade estava se organizando nestes primeiros anos. Sendo uma cidade planejada, toda uma infra-estrutura tinha sido implantada, e já existiam alguns problemas para serem resolvidos. Já existia uma rede de abastecimento de água implantada, já existia uma usina hidrelétrica em funcionamento em uma queda d'água no Rio Arrudas, um matadouro, parque, a Santa Casa de Misericórdia, e o Mercado Central estava em construção.

Mas vamos detalhar somente a parte de saneamento básico num contexto que ainda não abrange a nossa visão atual de algo bem mais amplo. Havia uma rede de abastecimento, e os dados são os que vem a seguir.

Fonte: Corte da Planta de Bello Horizonte - Acervo da Comissão de Construção da Nova Capital

A rede no perímetro da avenida do Contorno (zona urbana) estava toda implantada. Já havia a preocupação de estendê-la para a zona suburbana, onde a falta já era sentida, principalmente na sexta seção, correspondente à região da Lagoinha. No relatório é dito que esta região será ligada à "Caixa do Cruzeiro", um reservatório em um ponto alto do bairro que tomou este nome.

Ferro e Chumbo

Neste princípio de implantação das redes (não se entenda início, mas já um estágio bem adiantado), ainda se utilizava os canos de chumbo para as curvas, dada a sua maleabilidade e ponto de fusão baixo. Podemos fazer uma pequena observação, quanto ao uso de chumbo a 2000 anos atrás, no Império Romano, nas canalizações das casas dos ricos romanos.

O chumbo é um material perigoso, pois seu efeito é cumulativo no corpo humano, podendo levar à cianose (aparência azulada em torno dos olhos e nas gengivas).

Estabilidade do abastecimento

O relatório dá conta de que desde o mês de janeiro de 1900 o fornecimento de água já está bem regular. Já existe a preocupação com o período de chuvas, que pode quebrar esta regularidade e provocar incidentes. Mas é lembrado que é preciso construir um grande reservatório para dar regularidade efetiva ao fornecimento.

O consumo desta cidade que está começando a sua vida é de 545.712 litros por hora para uma população de 30.000 habitantes, ou seja, 18,19 litros por hora por habitante. Neste ano de 2012, o consumo da população de 2.800.000 habitantes é de 27.471.456 litros por hora, ou seja, 9,81  litros por hora por habitante. Daí as reclamações que constam do relatório de que a população estava esbanjando água naquele ano. A razão estava dobrada naqueles tempos. E a redução foi conseguida ao longo de todos estes anos com um enorme esforço de propaganda, e com a colocação da tarifa em patamares razoáveis.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Civilizações marítimas e fluviais- A água vem do cano

É consenso que uma civilização se desenvolve a partir do momento em que atinge o bem-estar. O bem-estar  é obtido, em primeiro lugar, quando o grupo humano em foco consegue os meios para sua subsistência, ou seja, uma fonte de alimento constantemente disponível (extrativismo e caça) ou o exercício da atividade agrícola. Tanto o extrativismo quanto a caça e a agricultura só são possíveis quando na região em que esta civilização está surgindo existe a disponibilidade de recursos hídricos na forma da água doce.

A civilização marítima não pode ser marítima de origem, mas de exercício de sua atividade em função de bases fluviais, dado que o ser humano não pode consumir água salgada. Existe a necessidade de núcleos populacionais próximos à foz dos rios.

Portanto, a água é a base do bem-estar que proporciona o desenvolvimento de uma civilização. Esta percepção já está nublada por séculos de construção de estruturas conjunturais sobre infra-estruturas de aproveitamento de recursos. A água ficou para trás. Fala-se em redes de distribuição de água e redes de coleta de esgoto. É possível ouvir respostas à pergunta "De onde vem a água" do seguinte tipo:

A água vem dos canos

Dos canos ela vem, após muito trabalho, muito tratamento, muito controle e muita legislação.

Nós somos uma civilização com origens em recursos naturais. Como muitas gerações se sucederam sobre outras, os afazeres, as tradições e os rituais apagaram da mente do homem os mecanismos da origem dos grupos humanos, até a unificação política e a formação das fronteiras e dos países.

A energia elétrica é até considerada mais importante, pois movimenta uma parafernália de produtos eletrônicos que são considerados os itens de bem-estar e entretenimento. A consciência foi substituída pela preocupação em bem-estar de passatempo. Tudo porque o homem esqueceu de suas origens, e da luta pelo saneamento e tratamento da água.

Não falaremos mais nada. Apenas pense.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Royalties para as águas de Minas Gerais

Estávamos trocando idéias sobre a guerra dos royalties do petróleo na Bacia de Campos. Os prefeitos da região não querem dividi-los com outros estados, numa clara expressão do egoísmo e falta de visão de nação e Estado.

Ora, já que é desta maneira, que tal Minas Gerais cobrar dos arrogantes paulistas royalties sobre os rios que nascem em nosso estado ? A água é um bem muito mais precioso que petróleo. Você pode sobreviver sem petróleo (andando a pé, usando gás), mas isto é falso quando abordamos água. Ninguém vive sem água.

Mas "como ela é transparente", passa desapercebida, e todo mundo DESPREZA seu valor. Todo mundo acha a conversa sobre água "papo melado" de ambientalista.

A cobrança de royalties sobre a água de Minas Gerais é um assunto a ser levado em conta, transformado em Projeto de Lei. A água é a grande riqueza de Minas Gerais, e devemos valorizar este bem que aflora em nosso Estado.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Por que quando falta energia elétrica falta água também ?

Até a algum tempo atrás, não entendíamos a razão de uma falta de energia elétrica, durante uma chuva forte em nossa cidade, causar a falta de água.

A água corre (o melhor seria dizer flui) no interior de canos, e debaixo da terra. Já os cabos de energia elétrica da CEMIG (estado de Minas Gerais) estão no alto dos postes. Qual é a relação entre um e outro?

Os municípios da região mais central do nosso país (Brasil) estão em regiões montanhosas, e as fontes de água nem sempre estão bem próximas destes municípios. O meio de transporte da água são os canos. O que acontece quando os canos que vem das fontes encontra, no meio do caminho, uma serra, uma cadeia montanhosa, um morro ? Como é que é feito ?

Por vezes, contornar um morro dá um custo muito grande. Será preciso utilizar alguns quilômetros de canos. Além disto, a água, na última etapa para chegar às nossas caixas de água, precisa vir de uma altura superior a esta caixa de água. E a altura que os canos devem estar nesta etapa deve ser superior à altura da maior edificação do munícipio atendido. Em resumo, a água tem que vir do alto.

Mas se a fonte de água está abaixo da altura que é necessária, o que fazer ? É preciso fazer com que a água suba pelos canos. E isto é feito com poderosas Bombas Hidráulicas, em uma estação denominada ESTAÇÃO ELEVATÓRIA.

Conclusão

Se a água precisa subir pelos canos, e precisamos utilizar bombas para isto, a bomba precisará de algum tipo de energia para funcionar. No caso das bombas hidráulicas, a energia utilizada é a elétrica. Portanto, se esta energia faltar na ESTAÇÃO ELEVATÓRIA, vai faltar água nas residências dos municípios servidos pela rede de água em questão.

Consumidor e cidadão, jornalista e comunicador, administrador e gerente, quando faltar água durante uma chuva forte, procure saber se é devida à falta de energia elétrica, antes de ligar para a sua Companhia de Águas para reclamar.

sábado, 12 de novembro de 2011

História do Aproveitamento da Água II - Mesopotâmia

"As primeiras civilizações eram basicamente agrárias".

A interpretação desta frase leva o leigo a imaginar os antigos em tangas, plantando, colhendo e se alimentando, e só. Idéia incompleta. O material de construção e suporte a uma série de tecnologias também vinha da extração vegetal: a madeira. Os bambus também, da família das gramíneas, eram parte da base tecnológica para tratar do assunto fundamental para uma civilização agrária: a água.

Então, analisando a cadeia:

Atividade agrária => madeira => água

e sabendo desde já do uso feito da madeira e dos bambus, constatamos que a tecnologia de desenvolvimento era fornecida pela água.

Acrescente-se o fato de que os tijolos eram feitos de barro, com um reforço estrutural de palha, em uma mistura a base de água.

Portanto, a água era sobrevivência e também tecnologia.

E na história, onde situamos este tipo de aproveitamento da água ? No sexto milênio ANTES DE CRISTO surgiram as civilizações da Mesopotâmia, nome este advindo do fato de que esta região fica entre os rios Tigre e Eufrates, sua fonte de água doce. Mas cuidaremos de descrever aquelas civilizações com organização e burocracia suficientes para gerir os recursos hídricos, e o leitor verá que esta gerência não era primitiva. Aliás, é o momento de tirar da mente esta idéia de que os povos antigos eram primitivos.

No código de Hamurabi, em 2250 antes de Cristo, aparece a citação de que deveriam ser feitas provisões de água para cobrir o período de sua escassez. Existiam leis não só cobrindo o seu armazenamento mas também instruindo sobre a sua distribuição (Principles of Irrigation Engineering, Newell, Frederick Haynees e Murphy, Daniel William).

Diques

O primeiro recurso para lidar com a escassez de água são os diques. Se a região em questão tiver um regime de chuvas razoável, é possível armazenar a água correspondente a ele. Na mesopotâmia não se tem registro de diques construídos nos tempos dos antigos impérios.

Canais de Irrigação

Existem evidências oriundas de fotos de satélite de que os povos do rio Nilo e da Mesopotâmia, bem como Indianos e Chineses já utilizavam deste recurso para a distribuição da água à distância. O mesmo vale para nossas civilizações daqui da América do Sul.

Na Mesopotâmia o clima era seco, com chuvas imprevisíveis e violentas, capazes de destruir as habitações. A irrigação fornece um período adicional de colheitas. Somente a região Norte da Mesopotâmia possuía regime de chuvas capaz de manter o suprimento necessário de água para colheitas.  E nesta região o solo não era tão fértil. Já no sul, o solo era fértil, mas as chuvas insuficientes.
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Fonte:
Automated Archeological Survey of Ancient Irrigation Canals (Department of Computer Science & Engineering - Washington University in St Louis)


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Melbourne está utilizando a dessalinização

Deve ter uns 30 anos que, a cada vez que ouço falar de dessalinização, ouço também que é algo inviável economicamente.

Mas por que? 

Para se tirar o sal da água do mar, basta evaporar a água em tanques com uma coberta de vidro ou metal. O vapor é recolhido condensado na coberta. Qual a dificuldade ? A água assim obtida é chamada destilada.

O que é água destilada ?

A água destilada, obtida por condensação após vaporização, contém praticamente só água, sem sais dissolvidos. Pelo princípio de gradiente de concentração, se você beber esta água, todos os sais de seu sistema digestivo vão ser atraídos por esta água, ou seja, os sais serão "arrancados" de nosso corpo. Mas o processo que está sendo utilizado na maior parte das usinas é o de osmose reversa.

Osmose Reversa


Neste sistema de vasos separados por uma membrana (linhas tracejadas em verde) aplicando-se uma pressão à solução concentrada (direita), a água tende a migrar para a solução siluída (esquerda), enquanto a membrana retém o sal. O volume do lado esquerdo vai aumentando.

Na osmose natural, sem a pressão, a tendência seria o líquido da solução diluída migrar para o lado mais concentrado.


Os líquidos que ingerimos ao longo do dia devem ter algo neles dissolvido, em concentrações suaves. Desta forma, ao entrar no corpo, o líquido cede sais ao nosso corpo, ao invés de extraí-los do corpo. Um suco contém várias substâncias úteis da fruta de que foi extraído, por isto ele é nutritivo e benéfico.

Mas voltemos a Melbourne.

Sendo o país mais seco do mundo, a Austrália precisa achar uma fonte de água de proporções razoáveis. O mar é a única alternativa. O que ele fornece é água salgada. Então, é necessário extrair este sal e acrescentar os sais esperados em uma fonte de água doce.

O custo de tal empreitada está orçado em R$ 23 bilhões. Com pesquisas e emprego da prodigiosa mente humana, este custo será reduzido ao longo do tempo.

Onde já se faz ?

Arábia e China já partiram para a solução de dessalinização. A Arábia por motivos óbvios a um custo pago pela sua produção petrolífera, e em Pequim pela demanda, podemos dizer, exagerada, face à sua absurda população.


Israel inaugurou, em julho de 2010 a maior usina de dessalinização por osmose reversa (RO) de água salgada do mundo, na cidade de Hadera - norte de Israel. Sua capacidade é de 127 milhões de litros de água potável por ano.

O investimento requerido foi de cerca de meio bilhão de dólares.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Se a água vem do céu, por que eu tenho que pagar a conta

Um caso muito interessante. Temos um indivíduo em uma sala de um Tribunal de Pequenas Causas, que atrasou suas contas, aliás, parou mesmo de pagar. A companhia que detém a concessão de água da cidade do indivíduo cortou o fornecimento, e ele entrou na justiça contra ela.

Ele, perante o juiz, disse, todo convicto:

- Água cai do céu, e "eles" querem me cobrar por ela. Não vou pagar mais não.

O juiz, bem devagar:

- Meu caro, quando a água cai do céu, onde ela cai ?

- Na terra, eu bem sei.

- E ela se suja na terra, ou permanece limpa ?

- Depende de que terra ela encontrar.

- E o senhor sabe se a terra onde cai a água que chega até a sua casa é limpa ou suja ?

- Não, senhor Juiz.

- Mas a água que chega até a sua casa vem de canos da companhia de água da cidade. O senhor acredita que estes canos são limpos ?

O cidadão pensa um pouco. Se disser que são sujos, estará acusando a companhia de negligência ou irresponsabilidade. Se disser que são limpos, estará dando razão à companhia e ao Juiz. O que responder ? Ele escolhe:

- Acredito que são limpos.

- Bem, então vamos prosseguir em uma direção: O senhor acha que manter estes canos limpos custa alguma coisa, ou sai de graça ? Será que estes canos são trocados ? Será que de vez em quando eles se gastam ?

- É natural que se gastem, senhor Juiz. Se forem de ferro enferrujam. Se forem de "barro" ou concreto, devem se gastar.

- As paredes da sua casa se desgastam ? O senhor tem que pintá-las ?

- Já fiz uma ou duas reformas na minha casa, e chamei o pintor. Paguei até caro.

- O senhor também bebe a água que chega até sua casa ?

- Bebo.

- Sossegado ou preocupado ?

- Nem penso nisto.

- Se não pensa é porque está seguro ou é porque não precisa se preocupar com algo tão simples como a água ?

- Nunca pensei nisto. Aprendi a ver os outros bebendo, do filtro, e venho fazendo o mesmo.

- Seus filhos bebem também desta água ?

- Sim, acredito que pelo mesmo motivo que eu.

- O senhor acredita que só ensinamos o que é certo.?

- Sem dúvida nenhuma.

- Então o senhor está ensinando que a água que chega à sua casa pode ser bebida. Correto ?

- Sim, mas como também beberia a água da chuva.

- Como não sou especialista em água. pedi que a companhia que foi acionada pelo senhor trouxesse um técnico para consultas a cada dúvida técnica. E agora estou com dúvidas.

Dirigindo-se ao técnico da companhia, o Juiz lhe pergunta:

- Eu posso beber a água da chuva Sr. Fulano ?

- Em outro município talvez sim, mas no nosso, que possui indústrias no perímetro e um trânsito constante de veículos em número de mais de um milhão, não aconselharia.

- Por que não ?

- Porque a poluição faz com que a chuva seja ligeiramente ácida nos primeiros minutos, pois ela carrega consigo dióxido e monóxido de carbono, além de resíduos de enxofre e outras substâncias que afetam a sua ação sobre nosso organismo.

O Juiz se volta para o indivíduo acusador e inadimplente:

- O senhor ouviu a explicação ?

- Ouvi, mas ele é técnico da companhia e pode estar falando aquilo que foi instruído a falar para defendê-la.

- Trouxemos também um técnico de uma Universidade.

Dirige-se a este técnico:

- O senhor confirma ou nega o que o técnico da companhia explicou ?

- Eu confirmo. É a mais pura confirmação dos fenômenos químicos que ocorrem em nossa atmosfera.

Conclusão

Este é um caso fictício, mas composto de todos os elementos absurdos, por parte do acusador, que ouvimos das conversas de pessoas simples ou que usam discursos simplórios para evitar tirar dinheiro do bolso para pagar a água, esta maravilhosa dádiva de Deus. E como não vivemos no Jardim do Éden, a água pode vir contaminada, daí a necessidade de tratamento e investimento.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Cloro utilizado no tratamento da água faz mal ?

Devido à exposição natural da água ao meio ambiente, pelos variados cursos de água a céu aberto, a água tem grande probabilidade de ser contaminada, mesmo emergindo das salutares nascentes. Em seu caminho, ela fica disponível para os animais, personagens óbvios desta história natural, que a bebem. A primeira contaminação ocorre pelo contato com o focinho dos mesmos, que já hospedam vírus e bactérias. A segunda contaminação ocorre pelas fezes destes animais. Até aqui citamos apenas causas naturais.

O homem do meio rural construiu fossas para seus sítios, chácaras e propriedades em geral. Nem sempre estas fossas estão dentro de uma especificação para minimizar a contaminação do solo, e consequentemente dos cursos de água próximos. Do ponto de vista mais extremo, temos as redes de esgoto, que se não estiverem em bom estado provocam a contaminação dos lençóis de água.

Portanto, temos razões e mais razões para perceber que a água está extremamente vulnerável à contaminação.

Então entra o cloro para fazer a desinfecção, matando as bactérias presentes nesta água. Vamos considerar, a princípio, este cloro como um novo elemento de contaminação. Existem concentrações já exaustivamente estudadas e padronizadas como sendo não prejudiciais: de 0,2 a 2,0 mg/l. A portaria 518/2004 do Ministério da Saúde estabeleceu este intervalo saudável COM BASE EM ESTUDOS DE LABORATÓRIO.

Então, caro consumidor, cidadão, se o seu município é abastecido por concessionária responsável de água, você não terá prejuízo nenhum à sua saúde ao consumir água clorada dentro dos limites da legislação. Se, no entanto, sua edificação não está conectada à rede de distribuição desta espécie, ou o síndico de seu prédio diz que faz um tratamento, sim, não posso garantir que você terá saúde suficiente daqui a alguns anos. Existem "receitas" para cloração, mas NINGUÉM é mais capacitado para o trabalho do que um técnico de uma empresa confiável.

Para fazer um trabalho deste, o síndico deve ter uma destas qualificações:


  • Engenheiro Químico
  • Técnico Químico


Se ele delega tal tarefa a uma outra pessoa, que não tenha estas qualificações e apenas diz que "a pessoa entende", coitado de você. Este síndico é um "temerário guardião de ministração de veneno".

Nosso corpo precisa de cloro

Sem preocupações com tratamento, ou sem preocupações com o fazer mal ou não, para a digestão, nosso corpo precisa de cloro, tirado dos sais minerais (os cloretos são muito abundantes) dos alimentos, e agora a partir da água. Ou seja, além de vir em concentrações não maléficas, o cloro ajuda na digestão.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Que cloro é este que se coloca na água

O cloro é um elemento químico que, à temperatura ambiente (20 a 28 graus centígrados), se apresenta na forma de gás. São necessárias transformações químicas para que ele se combine com outros átomos da natureza para formar compostos estáveis e não tão voláteis como é de sua característica. A chave de nosso raciocínio é composto estável. Desta forma ele pode ser aplicado à água durante um processo conhecido como desinfecção.

Portanto, a função do cloro no tratamento de água é a desinfecção, ou seja, eliminação de microorganismos que podem ser letais ao ser humano, como:


  • Escherichia coli
  • Entamoeba coli (Ameba)
  • Giardia lamblia (Giardíase)
  • Salmonella enterica (Enteríase)
  • Salmonella typhi (Tifo)
  • Vibrio cholerae (Cólera)


Estes são só exemplos. Alguns vírus são também eliminados pelas soluções clóricas.

Forma de aplicação do cloro

A forma mais conhecida de composto clórico é a popular água sanitária, com teor de 2,5 % de cloro. Sua denominação química oficial é hipoclorito de sódio. Frisamos que o gás cloro não pode ser diretamente aplicado à água. Para as Estações de Tratamento de Água (ETAs), utiliza-se tanques de hipoclorito de sódio, e é feita uma cuidadosa dosagem na água. As grandes companhias de saneamento fazem a dosagem e a conferência desta dosagem em diversos pontos da rede de distribuição.

Aplicações caseiras

Apesar das instruções para colocar 10 litros de hipoclorito a 10 % para cada 100 litros, não recomendamos ao leigo fazê-lo. Uma pessoa qualquer terá que fazer os cálculos para a mistura. Já dissemos que a água sanitária vem a 2,5 %. A proporção pedida é de 10 %. Como fazer ?

Recomendamos não fazer. É muito mais fácil, pelo menos nas cidades de Minas Gerais, propor a ligação de água da residência à rede de uma grande distribuidora.

Poços artesianos

Apesar da pregação de que a água de poço artesiano é pura, não podemos afirmar que está isenta de bactérias. Não é absolutamente seguro. A edificação terá que ter uma pequena dosadora, e estamos falando apenas do cloro, para desinfectar a água. Água de poço não é absolutamente isenta de microorganismos.

Água segura e tratada, só de companhias municipais e estaduais.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Japão está jogando água radioativa no mar

Os japoneses estão tentando sanar a situação das usinas atômicas danificadas pelo tsunami recente. E uma das medidas é a eliminação da água contaminada por radiação que ficava nos poços dos reatores. Segundo as fontes disponíveis, são cerca de 11 milhões de toneladas de água. Levando em conta a densidade da água como tendo valor 1 (1kg po litro; talvez a radioativa tenha uma densidade maior), são mais ou menos 11 bilhões de litros (1 tonelada equivale a 1000 kg).

O volume despejado, então, é significativo. Esta água está contaminada com os produtos da reação de fissão dos isótopos de Urânio (235,236): Kriptônio, Bário, Iodo e raios gama.

Os japoneses dizem que não tem problema nenhum. Se houver, os peixes que eles mesmos pescam serão contaminados, e eles mesmos vão ingerir tal coisa. Se tentarem exportar, os produtos pesqueiros não vão passar pelo controle sanitário internacional.. E se recorrerem ao contrabando, poderão sofrer sanções semelhantes às feitas contra países que exportam terrorismo.

Esta água deveria ser armazenada e tratada, para só depois ser devolvida ao meio ambiente. Espanta os japoneses fazerem algo deste tipo.

Enquanto os técnicos não encontram uma forma de conter o vazamento de água radioativa, ela vai adentrando o mar.

sábado, 26 de março de 2011

Lagoa Santa - Água escura

Os moradores do município de Lagoa Santa, na região da grande Belo Horizonte, já vinham enfrentando um rodízio velado no fornecimento de água. Agora, nem rodízio não tem, tem é falta de água e água escura.

Mas qual é a história completa ? A história é uma teia (web em inglês) cujos "fios" são:


  • Barateamento dos materiais de construção;
  • Falta de leis que protegessem o meio-ambiente
  • Fuga do homem urbano para o sossego
  • Incentivo aos empreendimentos
  • Loteamentos irregulares, conseguidos com política e influência;
  • Via de passagem da serra do Cipó


Tem uns dez anos que eu ia com parentes ficar em sítios alugados. O lugar era muito bonito. Ninguém queria morar na região. Então Belo Horizonte começou a se tornar uma capital opressiva, barulhenta e bagunçada. Nos fins de semana estabelece-se, até hoje, o império dos butecos e a barulheira de noite. Então, quem pode, construiu casa em Lagoa Santa, em lotes comprados ou de herança.

Empreiteiros espertos e famintos obtiveram licenças para fazer loteamentos, usando política, influência e dinheiro para que fossem licenciados de forma rápida. Não havia uma política para se obter licenças ambientais, aliás, nem disto se falava. A preocupação é mais recente. Muitos deixaram os lotes ali de reserva para o futuro. Com a pressão da vida na cidade, quem tinha lote se lembrou dele.

Ajudados pelo preço mais baixo e da facilidade de financiamento da Caixa Econômica Federal para materiais de construção, o homem urbano se lançou na tarefa de erigir sua morada de fim de semana com voracidade.

Acrescente-se a isto o fato de que ao voltar da serra do Cipó em suas viagens, o homem urbano é obrigado a passar pela avenida principal de Lagoa Santa e pelas terras virgens. Daí veio o pensamento:

Nós podíamos construir aqui o nosso sítio

Juntando todos estes fatores, deu-se o fenômeno de colonização da região. E como o homem não é um tão hábil planejador, não mediu a velocidade da construção em relação ao crescimento da infra-estrutura. A pressão da água, que possibilitava o amplo abastecimento, agora se tornou insuficiente para tanta gente. É uma verdade física. E o investimento para disponibilizar água é vultuoso, e precisa da ajuda do Estado. Prefeitura sozinha não consegue.

Depois dos empreiteiros e da população promoverem uma ocupação desordenada (pois todos tem culpa), eles vem cobrar das prefeituras e até da concessionária de serviços de água e saneamento providências. Só que depois de um determinado ponto, o estrago é muito superior à capacidade de investimento da prefeitura local. E a concessionária é acionada pela prefeitura. No caso de Lagoa Santa, o custo para correção do "rombo" de abastecimento precisa de investimentos do PAC (esfera federal).

Vamos dar alguns números como referência. Uma cidade com 30 mil habitantes tem um acréscimo, em 5 anos, de 60 mil habitantes. O investimento em infra-estrutura, quando uma cidade não é planejada, não cresce linearmente com o crescimento populacional. O município de Lagoa Santa deve ter experimentado um crescimento desta ordem. Agora, para corrigir, não basta simplesmente ir reclamar ao prefeito, nem à concessionária. Quando a população dobra, com espalhamento territorial é preciso expandir as redes. Quando não, é preciso trocar toda a rede, para suportar, provavelmente, o dobro da vazão.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Água potável no Japão está contaminada

Deu no rádio:

A água que seria potável no norte do Japão está contaminada devido ao acidente na usinas nucleares oriundo dos efeitos do Tsunami que assolou o país.

Industrialmente falando, os lençois de água passaram a fazer parte de uma grande máquina reatora. Uma vez que o isolamento foi rompido, a radiação procura alguma contenção, e as rochas do solo se transformaram nestas paredes. É mais um reforço para as nossas colocações sobre a necessidade de se conhecer o tipo de água disponível e tratá-la de acordo com este tipo identificado.

Existem águas calcárias, águas ferruginosas, águas com exposição a terrenos com microorganismos, águas oriundas de terrenos cultivados (exposição aos agrotóxicos) e agora as águas expostas à radiação. A molécula de água é uma das mais elegíveis para moderação da velocidade dos neutrons em uma reação nuclear, pois age como uma parede tornando estes neutrons lentos. Mas para fazer isto, ela acaba sofrendo uma transformação, se tornando, como diz o leigo, radioativa. Não fosse só a água, por ter sais dissolvidos, estes também sofrem a influência da radiação. O perigo é maior para aquelas pessoas que já passaram por tratamento com radiação, como por exemplo no câncer de tireóide, em que já receberam doses de iodo radioativo.

Defendemos o tratamento especializado da água e a monitoração constante de adições que possam advir do ambiente, por firmas idôneas. Com água não se brinca.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Mundial da Água

Fora das frases e lugares comuns sobre a água, precisamos perceber que a água é insubstituível. Os governos usam este tema para "sequestrarem" o interesse da população, alarmá-la e desorientá-la. Enquanto propalam que a água é fundamental, e a imprensa fala que ela vai acabar, não existe nenhuma ação fora do discurso. A lei de uso da água não está em efetiva e perceptível prática. Água, violência e educação servem como temas de palanque.

Então, o que achamos que é ação, já que estamos criticando ? Ação é poder de Polícia e prisão. Jogou lixo em córrego, prisão em flagrante. Cano de PVC que sai direto de uma casa à beira de córrego apontado para o fluxo da água, prisão em flagrante. Isto é ação. Meninos e meninas com apenas o ciclo básico de educação estão cansadas de saber que estas coisas são irregulares, então que se enquadre logo em crime.

O Brasil é um país novo, chucro ainda. É preciso a ação de educação na vara. Não adianta o discurso de "precisamos primeiro educar o cidadão e depois cobrar". Um adulto sabe o que é errado. A televisão tem nos bombardeado por anos com informação do que se deve e do que não se deve fazer em relação à água. E quem mais erra são os adultos, que já ouviram muito sobre o assunto.

Portanto, enquadramento e prisão para quem age como selvagem em relação a ambiente.

domingo, 20 de março de 2011

Água é muito suscetível à contaminação

Notícias do Japão:


  • A água da chuva esta contaminada por radiação
  • A água de beber também


Pela sua fluidez, penetrabilidade e por estar presente na umidade do ar (sempre mesmo que o ar pareça seco), a água é um veículo de transporte de sais, ovos de parasitos, vírus, bactérias, fungos e de radiação, entre outros.

O caso Japão está sendo um laboratório de comprovação desta natureza múltipla da água como meio de transporte. Daí o cuidado técnico que é preciso ter com ela. Esta radiação oriunda do Japão, já na água localmente, chegará, inevitavelmente, após contaminar humanos, às outras partes do mundo em virtude da mobilidade exagerada observada nos últimos tempos, devido aos vínculos comerciais variados, exportação de bens, envio de consultores, etc.

Apesar do alto controle, pela água dos oceanos alguma fração chegará até nós, e pelo lixo produzido.

Os resultados serão os juízes do grau de alcance dos danos, constatáveis nos próximos meses.